CAPÍTULO 19
Quando até o silêncio carrega cicatrizes
A madrugada engolia a cidade, vestida de neon e promessas vazias. Caio saiu do carro aos tropeços, rindo alto com Lucas, Ântoni e Gael. O cheiro de álcool impregnava sua camisa aberta, e os olhos vermelhos denunciavam o que as palavras tentavam esconder.
— Mais uma? — Gael gritou, segurando uma garrafa pela metade.
— Porra, Caio, você tá insano — Lucas comentou, embora com um sorriso torto nos lábios.
— É isso aí, irmão... a vida fode a gent