O Corpo e Guerra

CAPÍTULO 154

Quando levantar é mais que andar

CAIO MOREAU BASTIEN

Ela sorriu de volta, sem graça, e saiu. O quarto ficou grande demais. Peguei o controle do televisor e repassei o corredor de Paris gravado pela câmera do Lucas. Parei exatamente no instante em que Alinna ergue os olhos e fura o peito dele — e o meu — com um olhar que era tudo: força, cansaço, silêncio. Ela não dizia nada, mas parecia falar “eu aguento”. Eu quis responder “eu tô indo”.

Escrevi uma mensagem e apaguei. Escrevi outra e apaguei. A terceira ficou vazia; só o nome dela no topo. Eu não podia arrastar a Alinna para uma guerra sem provas. Primeiro eu levantaria. Depois eu quebraria a cara de quem me quebrou por dentro.

O telefone vibrou.

— James.

— Consegui a grade de acesso ao estoque. Na noite anterior à sua queda, um cartão de funcionário externo entrou duas vezes na farmácia. O nome está mascarado, mas o ID coincide com credencial provisória de “consultor visitante”.

— Quem deu a provisória?

— Clínica não r
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