CAPÍTULO 77
Entre a pista e o precipício
O vento frio do amanhecer no hangar cortava a pele como lâmina fina. O ronco distante do jatinho pronto para decolar misturava-se ao som firme dos passos de Eduard e Alinna, de mãos dadas, atravessando o asfalto em direção aos degraus.
Ela usava um casaco claro que contrastava com o terno escuro dele. Cada passo era calculado, cada toque na mão dela parecia um reforço de posse — como se aquele simples gesto fosse a primeira e última linha de defesa co