CAPÍTULO 113
Quando a colmeia treme, até o mel fica amargo.
Caio saiu da Mansão Bastien antes que o sol tivesse força para iluminar as montanhas. O ar frio cortava a pele, mas ele não se importava. No carro, os vidros fechados refletiam o próprio rosto: exausto, mas com os olhos em brasa.
Ao chegar à mansão Bastien, não subiu ao quarto nem entrou nos corredores de memórias pesadas. Foi direto ao banheiro do subsolo, tomou um banho rápido, água quase gelada. Vestiu-se inteiro de preto, sem um único detalhe de cor, como quem já escolheu de que lado da guerra estava.
Na tela da sala subterrânea, Lucas já o esperava, dedos nervosos no teclado.
— Mais um dia, mais um ninho de vespa para detetizar — comentou, tentando aliviar a tensão.
Caio não sorriu.
— Fecha a empresa. Só eu e você entramos.
E assim foi. O comando dado, o prédio da M&B Holdings entrou em modo de bloqueio. Portas travadas, catracas em vermelho, seguranças recebendo ordens para não autorizar absolutamente ninguém. O anda