CAPÍTULO 112
Entre papéis rasgados e verdades gravadas para sempre.
O analista aproximou o laptop. Ela digitou rápido, avançando por camadas até a pasta “E.B. (Contingências)”. Quando o Orfeu.delta piscou, sentiu um fio gelado correr no pescoço. No mesmo segundo, clicou na aba Sereia — o triturador lógico —, escreveu a senha com precisão e confirmou a ordem de apagamento total.
— Vai, meu bem. — sussurrou, quase sem voz. — Me protege.
Na sala secreta, o alarme de Lucas tocou baixo, triunfal:
— Sereia acionado. E… interceptado. — Ele mexeu três teclas. — Redirecionei a “trituração” para uma pasta de areia. O sistema dela acha que destruiu. Nós guardamos cada bit.
O relógio virou 10:40.
— Caio… — Lucas apontou para um quadro novo. — Equipe pronta na recepção. Mandado na mão. Subindo.
Caio não piscou. A imagem mostrou quatro agentes entrando no elevador de serviço, coletes por baixo do paletó, uma oficial com pasta preta. Um andar acima, Sandra — agora secretária da presidência de Alinn