CAPÍTULO 104
Quando um Bastien respira veneno.
Caio estava sentado à mesa de mogno da mansão, os dedos entrelaçados diante de si, como se prendesse nas próprias mãos a fúria que lhe percorria o corpo. O relógio marcava pouco depois das nove da manhã, mas o tempo parecia não ter pressa. A mansão, apesar do silêncio, tinha um som interno: o ranger das lembranças, o peso daquilo que ficou oculto por anos.
Ele encarava o vazio. Mas sua mente não estava ali. O pensamento o puxava de volta para dias