Alena Petrova
Eu estava congelada, ainda com a ponta dos dedos esticados para pegar aquela maldita pasta, quando ouvi a voz dele.
— O que está fazendo, amor?
Meu coração deu um pulo. Senti a mão dele firme na minha cintura e a respiração quente atrás de mim. Eu sabia que deveria inventar alguma desculpa convincente, algo inteligente, mas o que saiu foi:
— Eu… eu tava… limpando!
Com a flanela ainda na minha mão como prova viva da minha mentira mal ensaiada, me virei devagar, sem soltar o pano, e