Alena Petrova
Eu ainda sentia o gosto dele na minha pele.
O corpo dolorido me lembrava de cada segundo da noite anterior. Da força. Da entrega. Do jeito como ele me invadiu com raiva e desejo, como se quisesse arrancar tudo de mim e, no fim das contas, acabou deixando tanto dele mesmo ali, marcado em mim, no meu corpo, na minha cabeça, no peito.
Mas não era isso que me deixava inquieta agora.
Era o outro Mikhail. O da xícara de chá. O do cuidado silencioso. O que deixou uma camisa dobrada sobre