Capítulo 30

Mikhail Vasiliev

Quando vi aquela maldita portinha entreaberta, um alçapão que deveria estar oculto por baixo da madeira do corredor, meu sangue gelou. Eu sabia o que era. Sabia o que aquele lugar escondia. E Alena… Alena estava bem ali, com os dedos já agarrados na madeira, prestes a descer, como se tivesse o direito de invadir o passado dos outros, como se aquele cômodo sombrio e maldito fosse uma simples despensa.

Meu coração disparou. A lembrança daquelas paredes, da escuridão, do cheiro de
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