Mikhail Vasiliev
Quando vi aquela maldita portinha entreaberta, um alçapão que deveria estar oculto por baixo da madeira do corredor, meu sangue gelou. Eu sabia o que era. Sabia o que aquele lugar escondia. E Alena… Alena estava bem ali, com os dedos já agarrados na madeira, prestes a descer, como se tivesse o direito de invadir o passado dos outros, como se aquele cômodo sombrio e maldito fosse uma simples despensa.
Meu coração disparou. A lembrança daquelas paredes, da escuridão, do cheiro de