Santino
Eu ajudo meu pai a se deitar na cama. Depois de cobri-lo, me sento ao lado, o encaro sério.
— O que você e Marina conversaram?
Ele sorri de canto.
— Está preocupado?
Evito o rosto doce dele e me levanto, tenso, nervoso.
— Pai, você não ia fazer o que eu estou pensando... Você não abriu nada pra ela, abriu?
— Você foi salvo pelo gongo.
Fico tenso. Limpo a garganta, tentando parecer mais firme do que me sinto.
— Pai, eu não quero que você diga nada à Marina. Nada sobre... o nosso passado.