POV Victor Vance
O Armazém 14 cheirava a maresia, metal oxidado e abandono. A luz de uma única lâmpada amarelada balançava no teto, projetando sombras distorcidas sobre as caixas de madeira empilhadas. Eu estava sentado em um caixote de metal, o meu casaco escuro aberto, o meu nariz quebrado latejando no ritmo do meu coração.
Eu olhei para o relógio de pulso pela décima vez. Duas da manhã.
Ela não viria. Por que ela viria? Eu a humilhei, a sufoquei e cuspi na memória do nosso filho. Eu era o