Mundo ficciónIniciar sesiónPOV Katerina Sokolov
Não sei quanto tempo se passou. O tempo, naquela escuridão densa e gélida em que mergulhei após o tiro, havia deixado de existir. Não havia ponteiros de relógio, não havia o ciclo do sol ou da lua; havia apenas um mar negro onde a minha consciência flutuava, anestesiada e distante da dor do meu corpo físico. Eu queria ter ficado lá. O abismo era silencioso. Ninguém me traía no abismo. Mas a vida, com toda a sua






