Máximo se afastou, indo até a janela. Ficou alguns segundos olhando a cidade lá embaixo, as luzes se confundindo com pensamentos que ele não queria ter.
— Vou. Disse, por fim. — Descobrir gradualmente se é Valentina… ou se não é.
— Ou você poderia fazer o simples e direto. Sugeriu Lucas. — DNA. Um exame de sangue e pronto.
Máximo girou o corpo, e o olhar dele bastou para calar qualquer bravata.
— Claro. Ironizou. — Desço lá agora, digo: “Senhora, me empresta uma gota do seu sangue, quero confirmar que você é minha esposa desaparecida há cinco anos.”
Lucas levantou as mãos num gesto de rendição.
— Nossa! Com você falando desse jeito… parece mesmo uma loucura.
— E é. Máximo deu um meio sorriso, sem humor algum. — Vou resolver esse mistério, mas será do meu jeito e você se comporta na frente dela.
O silêncio voltou a tomar o escritório. Lucas somente o observava, sabendo que aquele olhar, o mesmo que Valentina amava e temia… estava de volta.
O olhar de um homem que não descansará até sa