A noite caía sobre Pindamonhangaba envolta numa névoa fina, quase fantasmagórica.
O vento passava pelas frestas do apartamento, trazendo cheiro de chuva, café frio e lembranças que Máximo Sforza já não conseguia controlar.
O relógio na parede era um insulto. Os ponteiros se moviam devagar demais, como se o tempo estivesse zombando dele.
Ele tentava trabalhar, mas cada número no computador derretia em memórias que ele preferia enterrar.
O celular vibrou. Lucas.
— Fala… Atendeu, impaciente.
— Enc