O domingo amanheceu com cheiro de café fresco e terra molhada.
Tina estava no quintal, reorganizando seus vasos como quem tenta reorganizar a própria cabeça. O jardim era sua terapia particular, seu remédio contra emoções teimosas, especialmente quando um certo Sforza insistia em ocupar espaço demais no pensamento dela.
Mas, apesar de toda a tentativa zen, havia algo perturbando a paz:
A mensagem que enviou para Rita.
Aquela em que ela avisava que não ia aceitar o emprego.
Mesma mensagem que Rita visualizou e simplesmente… não respondeu.
“Ótimo”, resmungou mentalmente. “Pelo menos ela sabe que eu não vou aparecer segunda-feira.”
Melinda ainda dormia, e a casa respirava um silêncio que só mães entendem: aquele silêncio precioso que dura pouco, mas cura muito.
Até que o barulho de um motor rasgou o ar como um raio fora de hora.
Tina ergueu o rosto.
Um carro preto, caro o suficiente para destoar da rua inteira, estacionou bem na frente da sua casa.
Ela franziu o cenho.
Mas quando a porta