Tina entrou no saco ao lado de Máximo, mas tentando manter uma distância segura.
O que durou tipo… três segundos.
Porque ele segurou sua cintura para estabilizá-la, de um lado Tina e do outro Melinda, ele segurou ambas e saíram saltando em direção à linha de chegada.
Segurou MESMO.
Firme.
Quente.
Largo demais.
Tina quase se esqueceu de respirar.
— Relaxa… estou aqui. Ele disse baixinho.
Relaxar? Aquilo era atletismo emocional.
No meio do caminho, o saco começou a desestabilizar.
Melinda ria como uma hiena empolgada.
Tina já estava sem ar, do esforço, da proximidade, do perfume dele, do caos completo.
— Segura! Gritou alguém da plateia.
— Estou tentando! Tina respondeu, rindo e arfando ao mesmo tempo.
Max deu um salto mais alto para compensar…
…e errou feio o cálculo.
Resultado: um tropeço coletivo perfeitamente sincronizado.
Os três foram ao chão num amontoado de pernas, braços e poeira.
Tina caiu em cima de Máximo.
Máximo caiu em cima do saco.
E Melinda caiu rindo por cima dos dois.