Valentina entrou em casa sem fazer barulho. O silêncio do ambiente contrastava com o turbilhão de pensamentos que ainda fervilhavam em sua mente. Seu corpo ainda trazia os resquícios da noite passada, areia nos pés, o cheiro de sal impregnado na pele e a leve ressaca que pulsava em sua cabeça.
Ao subir os primeiros degraus da escada, olhou de relance para a suíte. A porta estava entreaberta e a luz do abajur projetava sombras suaves no corredor. Victor estava lá, dormindo. Ela hesitou, mas não