Valentina saiu da sala da diretoria com a cabeça erguida, o olhar firme e uma mistura de dor e alívio transbordando pelo corpo inteiro. Então, ajeitou a bolsa no ombro e, antes mesmo de alcançar a porta, o celular vibrou. Fingiu que não viu. Nem sentiu.
Atravessou a recepção ignorando os olhares curiosos, os cochichos disfarçados, os sorrisos que tentavam soar simpáticos. O peito ardia. Queria chorar. Queria gritar. Mas não podia. Precisava se manter firme.
No estacionamento, apertou o controle