Otávio pôde ver o nervosismo nos olhos de Paula, mas também algo novo; expectativa. Uma vontade cautelosa, ainda insegura, mas vivaz, que o instigou ainda mais, a unir seus corpos e mentes, em um só.
Ele deu um passo à frente e a envolveu em um abraço firme, trazendo-a para perto de si, aspirando seu cheiro inebriante. Seus corpos se encontraram com naturalidade, se encaixando em algo único, perfeito, como se tivessem aprendido, enfim, a reconhecer-se.
Com a mão, ele acariciou o rosto dela, sentindo sob os dedos a textura quente da pele, as marcas de uma vida que ela nunca escondeu dele. Paula manteve o olhar puro no dele, sem fugir. Suas mãos pequenas e calejadas pousaram no peito nu de Otávio, espalmadas, sentindo o ritmo cadenciado de seu coração.
Não havia pressa.
Não havia palavras necessárias.
Otávio inclinou-se levemente e tomou os lábios de Paula em um beijo silencioso, profundo em intenção e delicado na forma. Um beijo que não exigia, não invadia, não tomava, apenas convidav