Vitório
Vitório sempre acreditou que despedidas carregavam um tipo específico de silêncio que se perpetuava com a distância.
Não aquele vazio constrangedor, mas um silêncio denso, quase reverente, que se infiltrava mesmo nos ambientes mais barulhentos. E, naquela noite, enquanto o clube de golfe que pertencia a família, fervilhava de música, risos e vozes sobrepostas, ele sentia exatamente isso; uma pausa invisível entre o que foi e o que jamais seria igual.
A decisão de organizar uma festa de