Início / Máfia / A ESPOSA CONTRATADA DA MÁFIA / ♛ 𝑪𝒂𝒑𝒊́𝒕𝒖𝒍𝒐 5 ♛
♛ 𝑪𝒂𝒑𝒊́𝒕𝒖𝒍𝒐 5 ♛

Encarei Paolo e a vergonha me atingiu em cheio. Não apenas por ter recusado uma quantia tão significativa — dinheiro que poderia salvar minha avó — mas por todo o desperdício que aquilo tinha se tornado nas minhas mãos. Já que depois de pensar muito sobre devolver ele achando o dinheiro sujo, voltar atrás e ainda sim perder em um roubo.

Quando o olhar dele encontrou o meu, senti uma eletricidade estranha percorrer a pele. Por um segundo, tudo ao redor perdeu o peso. Era como se aquele fosse o primeiro verdadeiro contato entre nós, e não o momento anterior em que seus homens quase tinham matado um morador de rua.

Respirei fundo quando ele começou a caminhar na minha direção. Meu corpo ficou rígido, esperando qualquer coisa — cobrança, desprezo, punição. Mas ele apenas passou por mim, como se eu não existisse.

E isso foi pior.

Fiquei imóvel, engolindo em seco.

O dinheiro… tinha sido roubado. Um desperdício completo, antes mesmo que eu pudesse fazer qualquer coisa com ele.

E agora eu estava aqui por outro motivo, mais humilhante ainda: tentar recuperar o trabalho. Voltar atrás e lutar pelo o meu lugar aqui. Consertar o que já parecia impossível de desfazer.

Olhei por cima do ombro, sentindo o peso da própria vergonha me prender no lugar.

Aqui está seu trecho revisado com mais intensidade, fluidez e continuidade narrativa, mantendo exatamente os acontecimentos que você descreveu:

A diretora me olhou de braços cruzados, como se já soubesse exatamente por que eu estava aqui— para me humilhar. O tipo de olhar que te despedaça antes mesmo de você abrir a boca.

Mas, mesmo que ela cuspisse na minha cara, eu teria que tentar. Precisava recuperar meu trabalho. A vida da minha avó dependia disso. Eu trabalharia sábados e domingos se fosse preciso, não me importava. Se necessário, eu até pegaria dinheiro emprestado só para completar o salário daqui.

Ela caminhou até mim com calma calculada.

— O que faz aqui?

A pergunta veio carregada de desprezo, como se minha presença já fosse um erro.

Engoli em seco, mas mantive o olhar firme.

Eu disse que queria meu trabalho de volta. Que não tinha feito nada além de salvar um velhinho inocente no lago.

Ela riu. Riu na minha cara, como se aquilo fosse a coisa mais absurda que já tinha ouvido.

Foi aí que algo dentro de mim endureceu.

Mudei o tom.

Falei das vezes em que ela maltratou idosos ali dentro. Do dinheiro destinado a eles que desaparecia sem explicação. Cada palavra foi um passo sem volta.

O sorriso dela morreu na hora.

O ar pareceu pesar.

Ela entendeu como uma ameaça.

E eu senti uma estranha onda de vitória ao ver seu rosto perder a segurança. Era impagável.

Por um segundo, quase sorri.

Mas então ela se aproximou, devagar, e soltou uma risadinha baixa, quase doentia.

Disse que as câmeras daquele lugar nunca funcionavam de verdade. E que ninguém acreditaria numa mulher como eu — sem dinheiro, sem poder, desesperada para salvar uma “moribunda”, como ela se referiu à minha avó.

O sangue ferveu.

Eu quase levantei a mão.

Quase.

Até ouvir alguém me chamar.

— Nati.

Giácomo.

Aqui está a continuação revisada, com mais intensidade, fluidez e tensão entre os personagens:

Ele veio sem a cadeira de rodas, e eu o segurei no reflexo quando ele tropeçou, quase caindo. O coração disparou no mesmo instante.

A diretora tentou me expulsar do local, pronta para encerrar qualquer discussão. Mas, antes que conseguisse, Paolo Russo apareceu naquele exato momento.

A presença dele mudou o ar da sala.

— Deixe ela — disse ele, seco, sem olhar para mim de imediato. — Se meu avô quer a presença dela agora, ele vai ter.

Olhei para ele, quase agradecida. Emocionada até. Mas era impossível sustentar qualquer emoção positiva diante daquela postura fria, quase cruel.

Levei Giácomo para o quarto e ficamos conversando por um tempo. Ele queria que eu voltasse. Eu deixei claro que voltaria. Mas, no fundo, eu já não sabia mais se acreditava nisso.

A esperança tinha se desgastado.

Será que o neto dele pediria por mim? Parecia impossível.

Depois de um tempo com o senhor Giácomo, saí à procura da diretora — e tive uma surpresa.

O neto dele estava lá.

Esperando por mim.

Era quase impossível ignorar a presença dele, parado como se estivesse pronto para atirar em qualquer um. Uma aura intimidadora, pesada, que fazia o ar ao redor parecer mais frio.

Tentei agir como se não o visse. Como ele tinha feito comigo no começo. Ele não podia descobrir que eu tinha perdido o dinheiro.

Mas a voz dele, grave e dominante, cortou meus pensamentos.

— Natália.

Parei.

— Precisamos conversar.

Ele fez um leve gesto com a cabeça.

— Venha comigo.

Eu poderia ignorar. Mas, na minha posição, ele poderia me destruir ali mesmo. E minha avó precisava de mim.

Segui em silêncio, tremendo, até dentro do carro.

Ele entrou logo depois e o motorista deu partida. O silêncio dele era sufocante — como lâminas lentas me pressionando por dentro.

E quando finalmente falou…

— Soube que você perdeu todo o dinheiro que eu lhe dei.

Arregalei os olhos.

Como ele descobriu?

Eu tinha certeza de que, depois daquele dia, ele teria simplesmente apagado minha existência.

Respirei pesadamente, tentando me explicar em meio às palavras embaralhadas e gaguejadas. Disse que a culpa não era minha, que eu não tinha como prever, que tudo tinha fugido do meu controle.

Ele me cortou antes que eu terminasse.

— Eu só quero saber como você pensa em me pagar o prejuízo. Afinal, eu lhe dei o dinheiro como recompensa. Como não chegou a isso, foi um desperdício total.

A forma como ele falou era absurda. Como se dinheiro não significasse absolutamente nada. Como se retirar aquilo da conta dele fosse o mesmo que tirar moedas de um bolso qualquer — irrelevante, insignificante.

Engoli em seco.

Não havia o que fazer.

Era isso ou nada.

Era encarar o fim.

Aceitei meu destino com a mente em branco.

— Ok… pode me matar — minha voz saiu baixa, trêmula. — Mas saiba que vai tirar a vida de uma mulher que também tem uma avó doente.

Ele me olhou por alguns segundos, sem expressão. Frio. Imóvel.

E então vi o movimento sutil da mão indo até a arma.

O ar me faltou.

O corpo inteiro travou.

Eu só conseguia pensar na minha avó.

O choro veio sem permissão. Silencioso, desesperado. A tensão era grande demais para caber dentro de mim.

Até que ele falou, seco:

— Eu não te chamei aqui para sujar meu carro com seu sangue.

Fiquei paralisada. Confusa.

O silêncio dele voltou a pesar, ainda mais sufocante.

— Eu tenho uma proposta para você — continuou.

Engoli em seco e assenti levemente. Nada podia ser pior do que aquilo… certo?

Ou podia.

Ele falou com firmeza, cada palavra medida:

— Eu pago o tratamento da sua avó. E abato a dívida que você criou ao deixar ser roubado os 50 mil euros.

Meus olhos se arregalaram.

— Como…?

O choque me deixou sem ar.

Havia esperança. Pequena, frágil, quase perigosa de sentir.

Até que ele completou, lançando a outra bomba com a mesma calma gelada de antes:

— Mas você vai ter que se casar comigo.

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