A sala principal da ONG Raízes do Morro vibrava em vida. As crianças treinavam passos de dança na lateral, adolescentes assistiam vídeos do campeonato que se aproximava, e os voluntários cruzavam o espaço com cartazes, tintas, tecidos. Um retrato vivo de resistência e sonho.
No centro, uma pequena comoção crescia: Zóio, apoiado numa bengala improvisada, dava seus primeiros passos desde o atentado.
— É isso, garoto! — gritou Doquinha, puxando um coro. — De traidor a herói, hein?
A plateia não