Era quase meia-noite quando Isis foi até o quartinho de Theo.
O som dos passos leves ecoava nos azulejos. O mundo lá fora dormia. A ONG, que horas antes fervilhava de vozes e risos, agora repousava sob o manto denso da noite.
A porta estava encostada, entreaberta. Isis bateu levemente.
— Tô entrando, hein… — avisou, com um tom que carregava mais do que palavras.
O quarto era pequeno, simples, imerso numa penumbra aconchegante. Só uma luz amarela, fraca, de um abajur improvisado, desenhava