O ar ainda estava úmido de emoção. A lua cortava as sombras do morro com uma luz melancólica, e os olhos de Theo estavam vermelhos, lavados por um silêncio que gritava.
Ao lado dele, Bê estava ali, respeitando o luto quieto de um amigo. Não dizia nada. Apenas permanecia.
— Ele era meu herói, Bê. — Theo disse, a voz rasgando por dentro. — Meu pai... o homem que me ensinou a lutar, a pensar, a ser... era o inimigo. Sempre foi o inimigo.
Bê respirou fundo, segurando as palavras como se pesassem