A sala de recuperação da ONG estava em completo silêncio. As luzes frias, o cheiro de antisséptico, os lençóis limpos — tudo contrastava com o que tinham feito com Neumitcha. Ela respirava. Estava viva. Mas aquilo não era vida.
Corvo não soltou sua mão nem por um segundo. Desde que a recolheu do chão, com o rosto coberto de sangue seco e o corpo largado, ele esteve ali. Sentado. De guarda. Com os olhos vermelhos de tanto segurar o choro. Ou de tanto deixar cair.
Foi ele quem a levou nos braço