Este homem é Arthur, presidente do Grupo Stone. Conhecido por seus métodos decisivos e implacáveis, ele monopolizou as principais fontes de renda da Cidade de Celta após assumir o controle dos negócios da família, controlando efetivamente a economia da região. O Grupo Nan tornou-se a empresa líder, e ele próprio se tornou a figura mais influente nos veículos de comunicação.
"Diga-me, o que aconteceu?" Sua voz era implacável, como as correntes impetuosas do mar profundo.
Ao ouvir isso, o capitão dos guarda-costas deu um passo à frente, recuando logo em seguida. "Informando ao Presidente Arthur... fomos drogados pelos dois jovens e pela princesinha..." Ao terminar de falar, ele baixou a cabeça, sentindo uma vergonha profunda.
Era humilhante que um homem adulto, com mais de dois metros de altura e treinado, tivesse sido enganado por três crianças de apenas cinco anos.
Os olhos de Arthur brilharam com um arrepio glacial, e sua mão bem definida bateu com força na mesa de mogno. O assistente ao lado perguntou rapidamente: "Vocês já procuraram por toda parte?"
"Revistamos a casa inteira, mas não os encontramos. Já enviei equipes para as ruas."
O guarda-costas prendia a respiração. Esses três diabinhos sumiam a cada poucos dias; parecia que a missão deles era colocar os nervos do presidente à prova.
"E o hospital?", perguntou Arthur. Ele tinha uma ideia do paradeiro deles. Sabia que as crianças estavam esperando a mulher acordar.
Ao mencionar o hospital, as sobrancelhas de Arthur se franziram ainda mais. Anos atrás, sua família o pressionara tanto para ter herdeiros que ele não teve escolha a não ser comprar óvulos de alta qualidade e realizar uma fertilização in vitro para calar seus pais e seu avô. O óvulo escolhido, portador de genes excepcionais, gerou três crianças com inteligência e sensibilidade fora do comum. Mas o problema era justamente esse: as crianças eram espertas demais.
Eles fugiam constantemente para visitar aquela mulher. A questão crucial era: como três crianças de cinco anos conseguiram rastrear o paradeiro dela?
"Fale!", ordenou o assistente, notando a hesitação do guarda.
"Sr. Arthur, enviei alguém ao hospital para verificar, mas as crianças não estão lá, e..." O guarda-costas hesitou, a voz falhando. "O hospital informou que a jovem... Alice... recuperou a consciência e já recebeu alta."
O olhar de Arthur pareceu congelar o ambiente, fazendo todos sentirem como se estivessem no auge do inverno. O assistente deu um passo à frente, preocupado: "Sr. Arthur, será que os pequenos...?"
Antes que ele terminasse, o telefone do escritório tocou. O assistente atendeu apressadamente: "Sério? Certo, informarei agora mesmo!"
Todos levantaram a cabeça. Arthur lançou um olhar cortante enquanto batia sua caneta dourada na mesa.
"Sr. Arthur, a Tia Marta ligou. O código QR de pagamento do Irmão pequeno Noah foi utilizado e a localização foi confirmada!", anunciou o assistente, sem conter a empolgação.
O chefe da guarda pessoal tentou se redimir: "Presidente, vou levar meus homens e trazê-los de volta imediatamente!"
Antes que ele terminasse, Arthur levantou-se bruscamente. Seus olhos escureceram e sua expressão transbordava uma raiva intensa. Ele jogou a caneta de ouro sobre a mesa com um baque surdo e saiu a passos largos.
O assistente pegou o casaco de Arthur e o seguiu rapidamente. Uma imensa comitiva de guarda-costas veio logo atrás. Dezenas de carros de luxo formaram uma visão impressionante na avenida, acelerando sem parar em direção ao local onde Alice e os três pequenos diabinhos se encontravam.