O médico saiu, deixando Alice com os pensamentos em um turbilhão. Ela doara seus óvulos no passado porque se arrependia de carregar genes tão potentes, mas nunca imaginou as consequências...
Dois filhos? Uma filha?
Ela mordeu os lábios, sem saber se ria ou se chorava diante da ironia do destino. Arrastando o corpo ainda um tanto instável, ela deixou o hospital.
Não muito longe dali, três figuras pequenas seguiam secretamente os passos de Alice.
"Irmãzinha, você sabe que estamos em uma missão, mas mesmo assim usa um vestido de princesa. Não acha isso incômodo?", reclamou o Theo, fazendo beicinho. Seu rosto era de uma beleza impressionante, com olhos grandes azuis e lábios rosados.
A Irmãzinha Mariana, vestindo um vestido bufante e com seus cachinhos loiros presos em dois coques delicados, começou a chorar ao ser repreendida. Ao ver a pequena em prantos, Noah franziu a testa e lançou um olhar severo para o do meio. "Ela está chorando por sua causa."
Intimidado pela presença imponente do primogênito, o Theo calou-se rapidamente. "Tudo bem, tudo bem! Eu compro sorvete para você quando chegarmos em casa."
As lágrimas da pequena secaram instantaneamente. "Segundo irmão, eu tenho o mais velho me apoiando, então não se meta comigo", disse ela, dando um tapinha satisfeito no ombro do irmão com sua mãozinha gordinha.
Theo abriu a boca para retrucar, mas foi interrompido.
"Silêncio. A mamãe já partiu", disse Noah com uma expressão fria, ignorando o comportamento infantil dos outros. Ele parecia esquecer que também era apenas uma criança de cinco anos.
O táxi de Alice se distanciou.
"A culpa é sua, maninha. Por isso a mamãe foi tão longe!", resmungou Theo.
"Irmãozão, olha ele!", a pequena Mariana agiu de forma sedutora, puxando a manga de Noah com sua voz doce como água de nascente.
"Chega." Noah franziu a testa e caminhou até a beira da estrada para parar um táxi com uma maturidade assustadora.
O motorista parou, encantado. "Pequenos, onde estão seus pais?"
Noah apontou o dedinho para o carro que sumia no horizonte. "Mamãe estava com tanta pressa para chegar em casa que se esqueceu da gente", mentiu ele, com as bochechas corando de vergonha.
"Que mãe descuidada! Entrem logo!", disse o motorista. Os três trigêmeos se acomodaram em perfeita sincronia no banco de trás. "Vou ajudá-los a alcançá-la!"
Alice desceu do táxi em frente ao condomínio da família Ricie. Logo atrás, as três "bonequinhos" saltaram do outro veículo. Noah tirou um código QR de dentro do seu macacão e o entregou ao motorista para o pagamento.
"Não precisa, querido, vá atrás da sua mãe!", disse o homem. Mas a criança permaneceu em silêncio, empurrando o código novamente com teimosia até que o motorista aceitasse. Decidido, o pequeno liderou os irmãos seguindo os passos de Alice.
Eles estavam radiantes por verem a mãe acordada, sem saber que algo já havia dado errado por causa da pequena "fuga" deles.
Enquanto isso, o sol incidia sobre os caracteres dourados do Grupo Stone. No escritório do último andar, o ar estava gélido. Um grupo de guarda-costas mantinha a cabeça baixa, mal ousando respirar diante da cadeira do CEO.
Ali estava Arthur Stone , em um terno italiano sob medida, com os botões do colarinho abertos, revelando a pele cor de trigo e um rosto de traços finos e autoritários. Suas sobrancelhas estavam franzidas e uma frieza cortante transbordava de seus olhos.