Isadora
Saí do escritório de Rafael cambaleando, com a adrenalina do nosso confronto transformado em sexo me deixava no limite. Meu corpo ainda formigava, e a certeza de que ele me dominava era uma humilhação que eu, paradoxalmente, desejava. A cada ato de posse dele, eu me afastava mais de qualquer chance de ter uma vida normal.
A urgência dele tinha sido clara: você é minha, e não dele.
Passei a noite quase em claro, no dia seguinte, fiquei evitando o corpo principal da casa. Eu precisava de tempo para lavar o cheiro dele da minha pele e da minha mente.
Ao anoitecer, eu estava na cozinha preparando um chá quando ouvi o som familiar do Porsche. Eduardo havia voltado. Meu estômago se revirou com a culpa.
Ele não foi para o escritório. Veio direto para a cozinha, a expressão fria e controlada, uma máscara que não combinava com o sorriso fácil que eu estava acostumada a ver.
— Isadora. — Sua voz era formal, sem o "Isa" carinhoso.
— Eduardo. Que bom que voltou. — Tentei soar casua