A febre de Sofia foi baixando aos poucos, depois da água morna, compressas e carinho. Quando senti sua pele menos quente, meu corpo inteiro pareceu relaxar. Ela resmungou baixinho, virou-se para o lado e, minutos depois, estava dormindo tranquila. Eduardo já tinha ido embora — graças a Deus. O clima no quarto estava mais leve sem ele rondando como um guarda militar. Rafael entrou em silêncio, carregando uma pilha de roupas dobradas e uma toalha fofa, branquinha. Parou à minha frente, ainda parecendo meio abalado pelo susto de me ver do jeito que me viu. Meu constrangimento voltou com força total. — Trouxe isso pra você — disse ele, sem rodeios. — Deixei também uma troca completa sobre a cama do quarto de hóspedes. Acatei, sem coragem de encará-lo muito tempo. — Obrigada… de verdade. — Peguei as roupas, tomando o cuidado de não esbarrar nele. Ele olhou para Sofia, depois para mim, a expressão difícil de decifrar. — Você pode usar o quarto de hóspedes pra se arrumar. — Ele fez u
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