ISABELLA
Dei a partida no carro com as mãos ainda tremendo. A conversa com Sofia tinha acabado fazia horas, mas parecia que meu corpo ainda estava preso naquela cadeira do Café Leve. As palavras dela, a calma dela... me rasgaram por dentro mais do que qualquer grito teria feito.
Passei anos achando que odiava aquela mulher. Que ela tinha roubado tudo de mim: meu lugar, meu filho, meu homem. Mas ao olhar nos olhos dela hoje, não vi inimiga. Vi uma mulher que carregou fardos que eu mesma deveria