EDUARDO
Assim que chegamos em casa, encontro Enzo ainda dormindo no quarto. A inocência dele me acerta como um soco no estômago. Ele não merece crescer em um mundo onde a mãe precisa olhar por cima do ombro a cada esquina. Onde a sombra do passado ameaça o nosso presente.
Volto à sala, onde Sofia está sentada no sofá com uma manta nos ombros e os olhos perdidos. Carlos está ao telefone, coordenando a instalação de sensores e mais câmeras pelo lado de fora da casa.
Me sento ao lado dela.
— Eles