EDUARDO
O juiz encerra a sessão. O som do martelo ecoa no tribunal, mas nada é mais pesado do que o silêncio que se segue. A tensão no ar é palpável, como se o próprio espaço estivesse esperando uma resposta. E, apesar de tudo o que aconteceu ali, não há certeza. Só uma expectativa incerta, dilacerante. Um peso que parece não querer sair de mim.
Voltamos para casa em silêncio. Não aquele silêncio de tensão que nos consumia antes. Não aquele silêncio repleto de dúvidas e medos. É um silêncio dif