SOFIA
Na semana seguinte, recebo uma ligação que me faz gelar por dentro.
Isabella.
— Podemos conversar? Sozinhas?
A voz dela soa estranhamente mansa, mas minha pulsação acelera. A primeira vontade é desligar, sumir daquela ligação como se nunca tivesse acontecido. Mas algo dentro de mim — talvez um instinto de proteção, talvez curiosidade — me impede.
Marcamos num café discreto, afastado de qualquer olhar conhecido. Um lugar neutro, onde memórias não pesam, mas a tensão respira no ar.
El