EDUARDO
Enquanto a pasta era levada — como se cada folha ali dentro carregasse uma parte do meu passado que eu queria enterrar —, sentei ao lado de Sofia no carro. O motor desligado, o silêncio do interior abafava até os sons da rua, mas dentro de mim tudo gritava. As memórias, as escolhas, as culpas. Tudo pulsava com força, como um coração fora do compasso.
Respirei fundo, olhando pra frente, mas sentindo o calor dela ao meu lado. E mesmo assim, duvidei. Não dela. De mim.
— Eu não queria que v