Anny
A primeira manhã no apartamento novo começou com um som que eu reconhecia bem, mas que parecia diferente ali.
Choro de bebê.
Nada de campainha tocando cedo demais, nada de passos duros no corredor, nada de vozes chamando “senhor Samuel” do lado de fora da porta.
Só o barulho distante da rua, ônibus passando, moto acelerando, gente falando alto, e o Andryel reclamando de fome.
Abri os olhos devagar.
Por um segundo, meu corpo estranhou o teto diferente, a luz entrando por outra janela, o c