Mundo de ficçãoIniciar sessãoSienna Blake tem 28 anos e uma vida que parecia perfeita: um bom emprego como gerente de marketing, um apartamento próprio e uma independência que conquistou com suor. Mas tudo desaba quando ela descobre que seu chefe, com quem se envolveu, é casado — e, pior, ele a demite e promete arruinar sua carreira. Meses depois, sem perspectivas e com as contas apertando, Sienna aceita a sugestão da irmã e se candidata a uma vaga de babá. O problema? Ela nunca cuidou de crianças na vida. E, para piorar, são três pestinhas que já espantaram 24 babás em menos de um ano. Ao chegar na mansão de Damon Black, Sienna se depara com um homem viúvo, dono de uma construtora bilionária, que vive trancado no trabalho e parece ter esquecido que tem filhos. — "Duvido que dure uma semana." Mas Sienna não é qualquer babá. Teimosa, persistente e com um coração enorme, ela começa a quebrar as barreiras que as crianças — e o pai — construíram ao redor de si. Harper, a filha mais velha de 15 anos. Miles, o filho do meio de 7 anos Noah, o caçula de 3 anos Aos poucos, Sienna conquista a confiança das crianças. Mas o verdadeiro desafio é Damon. Cada olhar trocado, cada toque acidental, cada momento de vulnerabilidade revela uma atração que ambos tentam negar. Damon é um homem que enterrou seu coração junto com a esposa, e Sienna é a primeira mulher em três anos que consegue fazê-lo sentir algo além da dor. Entre ciúmes, mentiras, escândalos e uma paixão proibida que desafia todas as regras. — Uma babá virgem, um viúvo obcecado e três crianças que vão roubar seu coração.
Ler maisCapítulo 01
Sienna Blake A vida é surpreendente, e a única coisa que posso pensar enquanto meus olhos olham seriamente o anúncio de vaga de emprego que a minha irmã Tessa me enviou: emprego de babá. Eu, babá? É até surpreendente eu pensar nessa hipótese quando eu, a pessoa em questão, não tenho habilidade com crianças. Pense bem, o que uma gerente de marketing de uma empresa de publicidade iria saber sobre cuidar de uma criança, ou melhor, de três pestinhas? Depois de praticamente ser enxotada da empresa onde eu trabalhava por me envolver com o diretor — meu chefe, que descobri depois que era casado, e eu contei para a esposa dele o tipo de cara que ele era, por enganar nós duas — já dá para adivinhar o que aconteceu: fui demitida depois de toda a confusão. E não só isso. Ele prometeu que faria a minha "caveira" e que nenhuma empresa iria me aceitar. Parece que o feitiço dele funcionou. Quase dois meses se passaram e nenhuma empresa me quer, mesmo eu tendo todas as suas informações. --- Casada — e muito bem casada — eu até imaginaria que ela teria uma quedinha pelo CEO, "o engenheiro gatinho", palavras dela, não minhas. Mas ela é muito bem casada, do tipo que me dá inveja, enquanto a minha irmã mais velha tem um marido e uma filha, e eu nunca encontrei o meu príncipe encantado. E não que eu esteja procurando por ele, mas enfim, com 28 anos você começa a pensar um pouco na vida e nas suas escolhas. E não que eu não goste de trabalhar com publicidade e ser independente, é um pouco solitária, talvez? E não que minha vida seja ruim ou que eu esteja na miséria. Venho de uma família de classe alta de Nova Iorque, bons até, tenho um apartamento que comprei com o meu próprio suor e boas economias guardadas. Mas uma hora essas economias vão acabar, e as dúvidas vão surgir. Para manter o padrão de luxo ao qual estou acostumada, pelo menos tenho que ter um trabalho temporário até conseguir voltar para minha área e a crise de má sorte que aquele cafajeste me jogou acaba logo. Não quero, de forma alguma, pedir ajuda aos meus pais. Eles são ótimos, sério mesmo, mas sou uma adulta e quero resolver a minha vida como tal, sem pedir dinheiro aos meus pais riquinhos e admitir para todo mundo que sou uma mimada que não consegue lidar com as frustrações da vida. Nunca passei por qualquer dificuldade, então esse desemprego está sendo uma péssima novidade da qual nunca quis passar. Pensando bem, o salário é bom. Na verdade, é três vezes mais do que eu recebia naquela empresa como gerente. Talvez eu possa me arriscar? É melhor do que nada, não é? Minha irmã me tira dos meus devaneios fazendo um olhar impaciente para mim. — Não sei por que está pensando tanto. Não disse que precisava de emprego logo, que tinha contas a pagar e que não era para falar para o papai e a mamãe, e blá blá blá — Tessa diz, tediosa, cruzando as pernas sobre o sofá do meu apartamento. Solto o celular no colo e reviro os olhos. — São tipo três crianças — evidencio, e Tessa faz uma cara de "e?". Suspiro. Às vezes minha irmã é um pé no saco. Somos muito diferentes. Ela normalmente é calmaria em pessoa, e eu sou o caos. E os meus pais que o digam o quanto dei trabalho na minha adolescência. — Ah, Sienna, você dá conta, tipo, é você — dá de ombros. Levanto uma sobrancelha interrogativa. — Eu só estou dizendo que, enquanto essa crise de má sorte não acaba, talvez não seja tão ruim cuidar dessas crianças. Quer dizer, olha só esse salário. É três vezes mais do que você ganhava naquela empresa. E você precisa pagar a hipoteca do apartamento — constata. — É, você tem razão. O que pode acontecer cuidando de três crianças? Talvez uma se engasgue bem nos meus cuidados — falo com sarcasmo. Tessa revira os olhos. — Não seja tão exagerada. Não conheço muito o meu chefe e não sei como são os filhos dele, mas ouvi ele reclamando ao celular que a babá da vez se demitiu, então eu disse que tinha uma irmã que precisava de emprego e que amava crianças. Ele disse que você poderia ir para a entrevista, com a mãe dele. Se a entrevista der certo, no máximo você ficará um mês até a má sorte acabar. Eu só espero que essa má sorte acabe o mais rápido possível. — Ah, quer saber, eu vou para essa entrevista. Talvez essas crianças me tragam sorte — tento soar empolgada com a ideia, embora ainda pensativa e receosa. Tessa aperta minhas mãos contra as minhas, com certo ânimo em seu olhar. — Que ótimo, e ver se não faz nenhuma besteira. Afinal, eu disse que você é a minha irmã, então... Abro um sorriso desconfiando para a mesma. — Que motivadora. Sabe, se eu for contratada, vou contar todos os seus podres para ele. Tessa arqueia as sobrancelhas. — Tipo aquela vez que eu vomitei no sapato do diretor da escola? Muito empolgante, Sienna — debocha. Franzo o nariz, fingindo nojo. — Nojenta. Ela faz de desentendida, dando de ombros. — Agora que já está resolvido, tenho que ir para casa. Vou até ela e dou um abraço apertado. — Claro, vai lá. Fala que mandei um beijinho para a Cora. Nos soltamos e Tessa vai embora, me deixando com os meus pensamentos.---★Quinta-feira — 9:30AMHoje de manhã Kael não veio comigo, ele disse que precisava resolver algumas coisas.Mas ele não abriu mão em me deixar "desprotegida". Ele mandou outra pessoa vir fazer minha segurança!Eu estava na Model Styler, vim ver como a nova coleção está ficando.Hoje à tarde tenho duas audiências, então agora de manhã estou aproveitando pra vir aqui!Eu estou na minha sala, o segurança preferiu ficar do lado de fora! E eu fiquei totalmente satisfeita, pelo menos hoje vou ter minha privacidade.Meu celular começa a tocar e eu atendo sem ver quem é:— Alô?— Oi, minha menina! — a voz do meu pai aparece do outro lado da linha.— Oi, pai, como o senhor está?— Estou bem, faz um tempinho que não nos vemos... Estou com saudades!— No dia que eu fui aí, o senhor estava no trabalho...— É, eu ando bem ocupado... Então... Kael esteve aqui...— É?— Ele me falou que você não anda muito bem, mentalmente! — Droga, sabia que ele ia falar...— Besteira, pai!— Eu te conheço, Ha
---★Reencontro — 6 anos depoisEu estava em casa, minha mãe pediu para prepararem um jantar especial. Não entendi o motivo, já que eu não lembrava de nenhuma data comemorativa.Às 19:00 da noite, cheguei até a casa dos meus pais e me deparei com ele...Kael estava lá. Ele estava diferente. Óbvio que ele está, ele saiu daqui um menino e voltou um homem.Mas não só o físico dele que estava diferente... Os olhos não estavam radiantes, cheios de felicidade igual antes...Eu estava paralisada na porta de entrada, minha mãe veio até mim e me tirou dos meus devaneios.Agora eu entendi o motivo do jantar!"Harper..." — a voz grave dele passa pelos meus ouvidos!"Kael... Bom ver você novamente!" — Falei indo cumprimentar ele.Nos abraçamos, foi um abraço sem graça... Nenhum de nós dois estava confortável, era notável!Durante o jantar, nossos pais animados conversavam e encheram Kael de perguntas!Eu passei praticamente o jantar todo em silêncio, eu estava me sentindo estranha, meu coração e
---★Lembranças invadem minha mente..."Você tem que me prometer que nunca vai me abandonar" — falei mostrando o dedo mindinho para ele."Eu nunca vou te abandonar, baixinha! Eu prometo." — Ele falou e entrelaçou o dedo mindinho junto com o meu."Imagina quando estivermos adultos... Vamos para a faculdade juntos, trabalhar juntos, morar juntos...""Mas para isso acontecer, você tem que parar de ser preguiçosa!" — ele falou e eu me espreguicei."Que nada!""Nan, nós vamos fazer faculdade de direito! Você sabe que requer muita atenção, né?""Você está me chamando de tonta, Kael?" — pergunto semi-cerrando os olhos.Ele nega, rindo da minha expressão. "Tonta não, baixinha. Distraída.""É a mesma coisa!""Não é, não. Tonta é quem não sabe. Distraída é quem sabe, mas não presta atenção.""E você é o quê?""Eu sou o gênio que vai te salvar.""Ah, vai pro inferno!"Ele riu. Eu ri. E aquele momento pareceu eterno.---★Dia que Kael me disse que ia embora..."Acho melhor você sentar!" — Ele f
Harper BlackO dia seguinte foi normal! Fomos para o meu escritório. Quando deu 16:30, fomos para a casa da minha mãe.Passamos pela porta da frente sem bater.Escutamos algumas risadinhas vindo da sala. Lá estavam minha mãe e a tia Helen vendo... álbuns de fotos?Fui até elas, que me receberam com beijos e abraços. Fizeram o mesmo com Kael.— Estávamos falando de vocês! — Tia Helen fala, com um sorriso malicioso nos lábios.— Espero que seja falando bem! — Digo, sentando no sofá.— Claro que é! Estamos relembrando os momentos de vocês quando eram novinhos. Olha! — Minha mãe me entregou o álbum de fotos.Aquele álbum em específico tinha apenas fotos minhas e de Kael. Bebês, crianças, adolescentes.— Só tem um problema! — Tia Helen fala pensativa, com a mão no queixo.— Qual, mãe? — Kael pergunta, curioso.— Tem fotos de vocês com todas as idades, menos de vocês adultos. Depois que você — apontou pra Kael — voltou das forças armadas...— E nem vai ter! — Eu e Kael falamos ao mesmo temp
Último capítulo