A Babá Virgem e o Viúvo Obcessivo

A Babá Virgem e o Viúvo Obcessivo PT

Romance
Última atualização: 2026-06-20
Luísa Faruk Gerente   Em andamento
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Índice

Sienna Blake tem 28 anos e uma vida que parecia perfeita: um bom emprego como gerente de marketing, um apartamento próprio e uma independência que conquistou com suor. Mas tudo desaba quando ela descobre que seu chefe, com quem se envolveu, é casado — e, pior, ele a demite e promete arruinar sua carreira. Meses depois, sem perspectivas e com as contas apertando, Sienna aceita a sugestão da irmã e se candidata a uma vaga de babá. O problema? Ela nunca cuidou de crianças na vida. E, para piorar, são três pestinhas que já espantaram 24 babás em menos de um ano. Ao chegar na mansão de Damon Black, Sienna se depara com um homem viúvo, dono de uma construtora bilionária, que vive trancado no trabalho e parece ter esquecido que tem filhos. — "Duvido que dure uma semana." Mas Sienna não é qualquer babá. Teimosa, persistente e com um coração enorme, ela começa a quebrar as barreiras que as crianças — e o pai — construíram ao redor de si. Harper, a filha mais velha de 15 anos. Miles, o filho do meio de 7 anos Noah, o caçula de 3 anos Aos poucos, Sienna conquista a confiança das crianças. Mas o verdadeiro desafio é Damon. Cada olhar trocado, cada toque acidental, cada momento de vulnerabilidade revela uma atração que ambos tentam negar. Damon é um homem que enterrou seu coração junto com a esposa, e Sienna é a primeira mulher em três anos que consegue fazê-lo sentir algo além da dor. Entre ciúmes, mentiras, escândalos e uma paixão proibida que desafia todas as regras. — Uma babá virgem, um viúvo obcecado e três crianças que vão roubar seu coração.

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Capítulo 1

1

Capítulo 01

Sienna Blake

A vida é surpreendente, e a única coisa que posso pensar enquanto meus olhos olham seriamente o anúncio de vaga de emprego que a minha irmã Tessa me enviou: emprego de babá. Eu, babá? É até surpreendente eu pensar nessa hipótese quando eu, a pessoa em questão, não tenho habilidade com crianças. Pense bem, o que uma gerente de marketing de uma empresa de publicidade iria saber sobre cuidar de uma criança, ou melhor, de três pestinhas?

Depois de praticamente ser enxotada da empresa onde eu trabalhava por me envolver com o diretor — meu chefe, que descobri depois que era casado, e eu contei para a esposa dele o tipo de cara que ele era, por enganar nós duas — já dá para adivinhar o que aconteceu: fui demitida depois de toda a confusão. E não só isso. Ele prometeu que faria a minha "caveira" e que nenhuma empresa iria me aceitar.

Parece que o feitiço dele funcionou.

Quase dois meses se passaram e nenhuma empresa me quer, mesmo eu tendo todas as suas informações.

---

Casada — e muito bem casada — eu até imaginaria que ela teria uma quedinha pelo CEO, "o engenheiro gatinho", palavras dela, não minhas.

Mas ela é muito bem casada, do tipo que me dá inveja, enquanto a minha irmã mais velha tem um marido e uma filha, e eu nunca encontrei o meu príncipe encantado. E não que eu esteja procurando por ele, mas enfim, com 28 anos você começa a pensar um pouco na vida e nas suas escolhas. E não que eu não goste de trabalhar com publicidade e ser independente, é um pouco solitária, talvez? E não que minha vida seja ruim ou que eu esteja na miséria.

Venho de uma família de classe alta de Nova Iorque, bons até, tenho um apartamento que comprei com o meu próprio suor e boas economias guardadas. Mas uma hora essas economias vão acabar, e as dúvidas vão surgir. Para manter o padrão de luxo ao qual estou acostumada, pelo menos tenho que ter um trabalho temporário até conseguir voltar para minha área e a crise de má sorte que aquele cafajeste me jogou acaba logo.

Não quero, de forma alguma, pedir ajuda aos meus pais. Eles são ótimos, sério mesmo, mas sou uma adulta e quero resolver a minha vida como tal, sem pedir dinheiro aos meus pais riquinhos e admitir para todo mundo que sou uma mimada que não consegue lidar com as frustrações da vida. Nunca passei por qualquer dificuldade, então esse desemprego está sendo uma péssima novidade da qual nunca quis passar.

Pensando bem, o salário é bom. Na verdade, é três vezes mais do que eu recebia naquela empresa como gerente.

Talvez eu possa me arriscar? É melhor do que nada, não é?

Minha irmã me tira dos meus devaneios fazendo um olhar impaciente para mim.

— Não sei por que está pensando tanto. Não disse que precisava de emprego logo, que tinha contas a pagar e que não era para falar para o papai e a mamãe, e blá blá blá — Tessa diz, tediosa, cruzando as pernas sobre o sofá do meu apartamento.

Solto o celular no colo e reviro os olhos.

— São tipo três crianças — evidencio, e Tessa faz uma cara de "e?".

Suspiro. Às vezes minha irmã é um pé no saco. Somos muito diferentes. Ela normalmente é calmaria em pessoa, e eu sou o caos. E os meus pais que o digam o quanto dei trabalho na minha adolescência.

— Ah, Sienna, você dá conta, tipo, é você — dá de ombros.

Levanto uma sobrancelha interrogativa.

— Eu só estou dizendo que, enquanto essa crise de má sorte não acaba, talvez não seja tão ruim cuidar dessas crianças. Quer dizer, olha só esse salário. É três vezes mais do que você ganhava naquela empresa. E você precisa pagar a hipoteca do apartamento — constata.

— É, você tem razão. O que pode acontecer cuidando de três crianças? Talvez uma se engasgue bem nos meus cuidados — falo com sarcasmo.

Tessa revira os olhos.

— Não seja tão exagerada. Não conheço muito o meu chefe e não sei como são os filhos dele, mas ouvi ele reclamando ao celular que a babá da vez se demitiu, então eu disse que tinha uma irmã que precisava de emprego e que amava crianças. Ele disse que você poderia ir para a entrevista, com a mãe dele. Se a entrevista der certo, no máximo você ficará um mês até a má sorte acabar.

Eu só espero que essa má sorte acabe o mais rápido possível.

— Ah, quer saber, eu vou para essa entrevista. Talvez essas crianças me tragam sorte — tento soar empolgada com a ideia, embora ainda pensativa e receosa.

Tessa aperta minhas mãos contra as minhas, com certo ânimo em seu olhar.

— Que ótimo, e ver se não faz nenhuma besteira. Afinal, eu disse que você é a minha irmã, então...

Abro um sorriso desconfiando para a mesma.

— Que motivadora. Sabe, se eu for contratada, vou contar todos os seus podres para ele.

Tessa arqueia as sobrancelhas.

— Tipo aquela vez que eu vomitei no sapato do diretor da escola? Muito empolgante, Sienna — debocha.

Franzo o nariz, fingindo nojo.

— Nojenta.

Ela faz de desentendida, dando de ombros.

— Agora que já está resolvido, tenho que ir para casa.

Vou até ela e dou um abraço apertado.

— Claro, vai lá. Fala que mandei um beijinho para a Cora.

Nos soltamos e Tessa vai embora, me deixando com os meus pensamentos.

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