A primeira coisa que Ana sentiu foi o silêncio.
Não o silêncio absoluto, esse não existe, mas aquele silêncio denso, pesado, que vibra no ar como se algo tivesse acabado de acontecer… e ainda estivesse ali. O quarto estava mergulhado numa penumbra suave, cortada apenas pela claridade que entrava pelas frestas da cortina.
Ela piscou devagar.
O lençol estava diferente. O cheiro também.
Foi então que o coração acelerou.
Ana se sentou de súbito, o corpo reclamando num desconforto surdo, s