Natan não dormiu.
Permaneceu de costas, o olhar fixo no teto escuro, ouvindo a respiração de Ana se acomodar lentamente no silêncio do quarto. O corpo dela ainda reagia em pequenos ecos do que haviam feito, um estremecimento involuntário, um suspiro mais profundo, a quietude exausta de quem fora levada além do próprio limite.
Ela dormia.
E isso, de alguma forma, o inquietava mais do que se estivesse acordada.
Virou o rosto com cuidado, observando-a sem tocá-la. A luz baixa desenhava o c