Ele começou a se afastar quase no mesmo instante em que a realidade o alcançou.
Foi um movimento instintivo, como se o próprio corpo soubesse que precisava criar espaço antes que o estrago fosse maior. As mãos dele ainda tremiam quando tentou se erguer, o peito pesado, a respiração curta demais para alguém que sempre controlou tudo.
Não conseguiu.
Os dedos dela se fecharam em seus ombros.
Não foi força. Foi desespero.
— E-eu… — a voz de Ana saiu quebrada, fragmentada antes mesmo de vi