A sala estava cheia de vozes quando Ana voltou.
Não era barulho desorganizado, era presença. Gente espalhada pelos sofás, comentários que começavam em um canto e terminavam em outro, risadas sem contexto. Kali passava de colo em colo, encantando todos sem esforço, como se aquele espaço fosse naturalmente dela.
Helena sentava-se no sofá maior, observando tudo com satisfação evidente. O marido, próximo à janela, comentava algo sobre como a casa parecia diferente com aquela movimentação.
— Faz