A casa da mãe de Natan ficava a poucos quilômetros da costa, em uma região silenciosa da Flórida onde tudo parecia disposto para parecer simples demais. Construção ampla, linhas claras, jardim impecável sem ostentação. Nada ali gritava riqueza, apenas confirmava que ela existia havia muito tempo.
Ana percebeu isso ainda do carro.
Natan não fez comentários durante o trajeto. Indicava direções ao motorista quando necessário, respondia mensagens rápidas no telefone, mas mantinha o rosto neutro. Kali dormia no banco traseiro, presa à cadeirinha, respirando com o ritmo lento de quem havia sido embalada pelo voo.
Quando o carro parou em frente à casa, foi Ana quem desceu primeiro para buscar a criança. Natan observou por um instante antes de sair.
— É aqui — disse apenas.
O portão eletrônico já se abria.
A porta principal foi aberta antes que tocassem a campainha.
— Natan.
A voz veio firme, carregada de expectativa e autoridade. A mãe dele surgiu no hall, elegante sem esforç