Capítulo 20 – Sem namorados

Ana atravessou a lateral da casa no horário exato.

O jardim externo era amplo e silencioso, separado da rua por um muro alto e bem cuidado. Do lado de fora, Tomás caminhava de um lado para o outro, inquieto, como alguém que não sabia se ainda tinha o direito de estar ali.

Ela parou a uma distância segura, sem se aproximar demais.

— Fala comigo — ele disse imediatamente. — Só me diz onde você estava. Por que você desapareceu desse jeito?

Ana manteve o tom baixo.

— Eu fui embora porque ficar significava aceitar menos do que eu merecia, Tomás.

Ele piscou, desconcertado pela clareza.

— Eu errei, eu sei — disse, passando a mão pelo cabelo. — Mas tentei consertar as coisas.

— Consertar como? — ela interrompeu. — Vindo atrás de mim sem ser convidado?

— Você não me deu chance.

Ana respirou fundo, controlada.

— Você teve chance quando eu confiei em você.

Ele abriu a boca, fechou, procurando um argumento que não soasse tão fraco quanto parecia.

— Eu te amava — disse, p
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