As semanas passaram sem anúncio.
Não houve um marco exato que delimitasse quando Ana deixou de ser “a nova babá” e passou a ser apenas parte da casa. Isso aconteceu do mesmo modo que as rotinas se formam: repetição, constância, ausência de erros.
Ela acordava cedo. Organizava o dia. Ajustava horários de acordo com o humor de Kali, com a luz que entrava pelas janelas amplas, com o ritmo próprio que a bebê parecia estabelecer para si. Não era um trabalho mecânico. Também não era emocional dem