Parte I — HEITOR CASTRO
O silêncio dentro da mansão era mais perigoso do que o tiroteio que quase aconteceu no galpão de Isadora. Eu caminhava pelo corredor em direção ao quarto de Valentina, meus pulmões ainda ardendo com o cheiro de ozônio e a adrenalina residual da humilhação que sofremos nas mãos da Galarza. Paulo estava trancado no escritório, e o som da sua bengala batendo no chão lá embaixo ecoava como um aviso de que a tempestade estava apenas começando.
Abri a porta do quarto dela com