Parte I — HEITOR CASTRO
O ar no quarto do meu filho parecia ter sido drenado, substituído por um vácuo de ansiedade que fazia meus pulmões arderem. Meus braços, acostumados ao peso frio do metal e à brutalidade do combate, agora tremiam ao sustentar a fragilidade de Valentina. Ela estava desfalecida contra o meu peito, a respiração vindo em arrancos curtos, como se a vida estivesse tentando escapar por entre seus lábios pálidos. Encontrei Eduardo ajoelhado no chão do banheiro, a face transfigu