Heitor Castro
O ar na suíte master estava impregnado com o cheiro doce de veneno destilado por Beatriz. Eu ainda conseguia sentir a pulsação no meu pulso, o resquício da adrenalina de ter segurado o braço da mulher que, por anos, foi a minha maior carcereira. Mas a verdadeira tempestade não estava ali, entre os frascos de perfume e as roupas de grife. A tempestade estava vindo pelo corredor, anunciada pelo som rítmico e autoritário da bengala de carvalho batendo contra o mármore.
Toc. Toc. Toc