Eduardo parecia não se integrar exatamente à rotina da casa.
Não via que ele era acolhido como parte da tudo. Parecia que havia aprendido em algum momento, a não ocupar espaço demais.
Naquela tarde eu o encontrei na biblioteca.
Estava sentado no chão, encostado na estante mais baixa, um livro aberto sobre os joelhos. Não parecia um adolescente entediado à espera do tempo passar. Havia concentração ali. Silêncio confortável. Uma solidão escolhida — ou, talvez, a única possível.
— Você pa