Melina Foster
O pânico era um gosto amargo e metálico na minha boca. Cada solavanco do jipe parecia um prego sendo batido no caixão da minha esperança.
Eu não conseguia tirar a imagem de Eduardo da cabeça. Ele, sozinho, enfrentando o monstro que destruiu minha família.
— A loirinha vai levar um trato do chefe hoje — um dos homens no banco de trás debochou, rindo com um som áspero.
Senti um nojo visceral. A menção às mãos imundas de Adam sobre mim me fazia querer arrancar minha própria pele.