Heitor Arruda
Eu estava ali, sentindo o balanço suave das águas do Caribe, mas meu interior ainda rugia como as tempestades de areia do sertão de Pernambuco.
Eu observava o horizonte, onde o céu começava a sangrar os primeiros tons de um laranja carregado. Ali, naquele convés manchado de pólvora, eu vi o reflexo de quem eu fui e de quem o meu filho se tornou.
Vim de longe. Saí do solo rachado do Brasil, fugindo de uma sina que eu não compreendia, deixando para trás a Mirtes. Deixei a mulher