HEITOR ARRUDA
A noite na mansão tinha um peso diferente, uma densidade que parecia dificultar o próprio ato de respirar. Eduardo estava no quarto ao lado, e embora o alívio de tê-lo sob meu teto fosse real, a sombra de Paulo Arruda se estendia por todos os corredores, como se as paredes tivessem olhos e ouvidos. No jantar, o ambiente foi sufocante. O tilintar dos talheres no cristal era o único som que preenchia os vácuos das críticas veladas de Beatriz. Ela destilava veneno sobre a "influênci